O Jogo da Discórdia

O Jogo da Discórdia

Quando o plano é criticar sem ser reconhecido.

    Hoje, na minha turma, foi proposto um jogo onde cada aluno devia escrever uma crítica à alguém, ou o que quisesse, em uma folha de papel e entregar aos alunos que estavam na frente da sala. Estes, iriam ler em voz alta a reclamação do anônimo escritor. 

    No início, o professor só estava observando, deixando que os alunos dirigissem essa brincadeira. Desde o princípio, soube que qualquer brincadeira que fale mal dos outros não iria terminar bem. No meu pedaço de papel, escrevi: A pessoa que criou este jogo precisa de terapia. Pesquisei a origem depois, e encontrei a resposta de que esse jogo foi proposto no BBB. De um modo diferente, pelo o que eu li, pois não entendo muito sobre o assunto. 

    Enfim, acredito que o objetivo deva ser o mesmo: Magoar e fazer os demais se sentirem inseguros com as críticas pessoais. Felizmente, na turma, o professor, ao lerem o segundo papel, já havia tirado os montes de papéis cheios de conteúdo ofensivo que, apesar de ser dito de brincadeira, poderia magoar muitas pessoas.


    Esse jogo, ao invés de promover a discórdia entre pessoas, as discriminam e colocam essas pessoas como alvo de críticas mal fundadas e com um pré-conceito sobre elas mesmas. "Não gosto de fulano porque ele é chato". Você ao menos conhece o fulano? Será que o que ele faz não tem uma razão?

    E o pior dessa história toda: as pessoas só criticam pois estão em anonimato. Eu duvido muito de que elas falariam isso cara a cara, frente a frente, com muita seriedade no rosto e com toda a raiva que foi expressada no papel. Pois, querendo ou não, o ser humano tem uma consciência poderosa dos seus atos, e magoar, machucar verbalmente alguém é algo tão ruim quanto fisicamente. O outro vai se sentir mal, vai remoer aquelas palavras por dentro sem saber o que fazer com elas. 

    É claro, existem pessoas que conseguem conviver com críticas aleatórias e não estar nem aí. Mas eu digo, como uma delas, que é difícil bloquear esses pensamentos. Requer muito controle, autoconfiança e autoconhecimento para saber que você não é aquilo que os outros falam. E a sociedade de hoje em dia parece saber quem somos.


Ass: Valentina Gagliardo Ferreira 💕

     

Comentários

  1. Minha turma quer muito fazer essa "brincadeira", como representante de turma estou tentando evitar, eles acham que não mas a possibilidade de alguém começar a brigar por algo desse jogo é muito grande.
    - Que tal fazermos um jogo da amizade?
    Eu digo
    E eles:
    - só se for da falsidade porque aqui ninguém é amigo de verdade.
    Triste realidade. 😅

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    Respostas
    1. Pois é, é mais fácil achar defeitos nos outros do que qualidades. Está certa em evitar essa situação, espero que sua turma entenda!
      Abraços,
      Valentina

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  2. Nss sim, de início pensei q as pessoas iriam se focar as coisas boas, até imaginei que rolaria algum comentário desnecessário, mas não imaginei que isso viria de tanta gente, mas acho que o pior foi o fato de que passaram a criticar características como fala e sorriso, características pessoais de uma pessoa. Mesmo não sabendo para quem foi, sinto como se tivessem sido dirigidos a mim

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