Comunicar
É o que alguém espera dos outros e de si mesmo.
Todos querem ser compreendidos. Que o sentimento não precise ser dito, que um incômodo não precise ser falado, que um amor não precise ser expressado. Que as ideias flutuem da nossa mente para o outro sem sombra de dúvidas, sem desvios de compreensão. E enquanto deixamos nossas emoções tentarem chegar pelo ar, mantemos encerrada a decepção que nos acomete quando nada disso chega ao seu destino.
Decepção.
A realidade não atendeu a nossa expectativa. Não fez do sonho, o verdadeiro. Isso foi culpa de quem? Do outro que não nos entendeu? Do vento que bateu e levou embora a nossa mensagem? Por um tempo, fingimos que sim. Foi culpa do outro. Nada disso é nossa culpa. Nós mandamos a mensagem. Mas então; por que não conseguimos o que queríamos?
Tempo.
O tempo e a reflexão são os dois ingredientes que nos ajudam a entender o que aconteceu. Nós não fizemos tudo o que podíamos. Não falamos, não expressamos, não comunicamos. O outro não tinha como saber. O choque de que somos nós mesmos os culpados da situação cria um sentimento ruim, uma culpa tardia que se alastra, um arrependimento ao haver percebido que poderíamos ter evitado isso, que as coisas poderiam ter sido diferentes.
Aceitação.
A culpa e o arrependimento deixarão de existir com o tempo e a aceitação de que nós cometemos um erro e que aprendemos com ele. Errar faz parte da vida e nos deixa mais maduros para compreender e agir quando essa situação acontecer de novo. Podemos nos comunicar direito e expressar o que sentimos, e também o que não sentimos. A falha, às vezes, pode não ter volta atrás, porém, o futuro ainda é um grande mistério. Esse sentimento de que a mudança pode acontecer traz alegria e alívio, além da vontade de tentar de novo.
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Nós podemos seguir prendendo sentimentos e viver de acordo com o mundo...
Ou aprender a comunicar o que queremos.
Ass: Valentina Gagliardo Ferreira
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