Para um amigo

 Olá, leitores.

Nesse dia 31 de maio e 1º de junho, gostaria de postar meus questionamentos para um amigo que talvez nunca veja o que estou escrevendo aqui . E também, para uma amiga que possa vir a ler o que escrevo neste blog. Ambos são importantes, pois estiveram lá, porém em diferentes tempos, me marcando de jeitos diferentes...

    Essa é a história de um garoto.

    Esse garoto era uma pessoa muito especial. Era sorridente, risonho, esperto e adorava chamar a atenção dos outros. Os meios eram diversos, entretanto ele fazia isso para conseguir um amigo.

    Não tenho muita história com ele. Mas o conheci no 2º ano escolar. Foi uma das primeiras pessoas a vir falar comigo. Ao longo do ano, ele foi estereotipado de um menino chato, que bagunçava, falava demais e nunca parava quieto. Ele acabou sendo assim mesmo. O que foi aceito e poucos eram os colegas que se tornaram amigos mesmo. Do que eu me lembro. 

    No 3º e 4º ano, o mesmo. Estávamos crescendo. Nossa turma mudava a cada ano, mais pessoas iam se tornando amigos e parte de um grupo. Ele conseguiu um grupinho, disso eu me lembro... Eram da turma do fundão, que falavam bastante também. Fiquei feliz por isso, pois devia ser difícil ser solitário e ninguém te levar a sério. (Essas são observações que eu tenho hoje, apesar de lembrar o que eu sentia na época). 

    Então, no 5º ano, você conversava mais comigo, e ouvi muitos "Por que você fala com ele? Ele é muito chato"  e eu sempre respondia "Chato com você, então, comigo ele é muito legal!".  Sei que você teve uma família complicada, com seu pai, sua avó, mesmo seus irmãos... Sério, no quinto ano eu já percebia que existiam pessoas muito insensíveis e que te tratavam mal só porque você as tratava mal. (O mal que eu digo é incomodar até você se irritar). Como iam aprender que, se te tratassem bem, você também ia? 

    Te considerei um amigo aquele ano. Não nos falávamos muito e, o que falávamos, eram coisas banais e divertidas, pois você era divertido comigo.

    Não sei onde você está hoje. Quando cheguei na escola no sexto ano, me disseram que trocou de escola. Tentei pegar seu número com alguém, mas nem a sua amiga tinha, por ter trocado de celular e eu fui deixando de lado... Lembro de te encontrar uma vez de bicicleta. Foi um encontro rápido, mas me deixou feliz naquele momento. 

    Acho que você deve ter se mudado de bairro ou cidade... Nunca mais te achei. Nunca mais soube nada de você. E mesmo assim, você é comum aos meus pensamentos. Não sei o porquê de você ser tão importante, porém, eu gostaria de saber onde está hoje. O que está fazendo, se está estudando, se seu cabelo loiro cresceu, se está feliz. Eu queria te encontrar por acaso na rua e te abraçar mesmo sem graça, por ter passado tanto tempo. 

    Queria poder ter te dito que você era meu amigo. Podia ter sido o melhor amigo. Mas não tivemos tempo... Ou melhor, não o usamos como devíamos. Eu espero que você seja feliz onde quer que estiver, Luan.

Abraços

Ass: Valentina Gagliardo Ferreira 💕

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